quinta-feira, 21 de julho de 2011

TÉO MENEZES QUEBRA O SILENCIO E DIZQUE ESTÁ TUDO REGULAR

 
Depois de uma semana desde que o escândalo dos banheiros veio à tona, o deputado estadual Téo Menezes (PSDB) rompe o silêncio. Ele defende a atuação das associações contratadas para a construção dos kits sanitários e diz que todos os banheiros estão lá.

O POVO - Deputado, o senhor tem acompanhado a polêmica? O que o senhor tem a dizer sobre isso?
Téo Menezes - O que eu tenho visto de início é que as matérias têm sido um pouco maldosas. A Associação de Pacajus (Sociedade de Proteção e Assistência à Maternidade e à Infância) é antiga.
 OP - E os banheiros foram construídos?
TM - Os banheiros estão todos lá

OP - Mas o Portal da Transparência informa que a Sociedade está inadimplente.
TM - Teve algumas épocas, em que houve alguns contratempos. A Associação vive de parcerias. E sobre isso quem pode responder melhor é o presidente da Associação (Hoje, o presidente é irmão do deputado, Thiago Menezes). E tem os banheiros lá prontos.
OP - Nós visitamos os municípios e o endereço da Sociedade não existe. Moradores do entorno disseram que não conhecem a entidade.
TM - Tem o endereço lá há muitos anos. É porque, realmente, número do Interior é complicado.
OP - Sobre outras associações contratadas para a construção de kits sanitários?
TM - Deixa eu lhe explicar. Essas associações existem e já fazem esse trabalho há bastante tempo. Não é de hoje. Tem fogões ecológicos, doações de cestas básicas, roupas para pessoas carentes, kits sanitários.

OP - Pelo Portal da Transparência, todas as entidades estavam inadimplentes. Nós visitamos os endereços e alguns não batem.
TM - Aí eu não tenho como responder. Esse é um trabalho de investigação do jornal. Essas associações vivem de doações, de prédios alugados, emprestados.
OP - Na semana, o presidente estadual do PSDB, Marcos Cals, disse que acredita que o senhor poderia ter viabilizado os recursos, junto à Secretaria das Cidades. O senhor fez alguma mediação nesse sentido?
TM - Eu acho que são declarações de candidato derrotado.

OP - Ele estaria ressentido porque o senhor apoiou o governador Cid Gomes (PSB) nas últimas eleições?
TM - Ele mesmo era apoiador de Cid Gomes até o dia da eleição. Um dia antes, recebeu proposta do senador (Tasso Jereissati) e fez o que fez.
OP - Com relação aos doadores de campanha? Nós fizemos um levantamento e constatamos que muitos dos seus doadores exercem cargos comissionados no TCE. O senhor considera isso normal?
TM - Me diga uma coisa: você é candidata e tem uma pessoa que é ligada a você. Se você se propõe a encabeçar um projeto e essas pessoas gostam, elas não lhe apoiariam? Eu acredito que apoiariam. Não acontece só com o deputado Téo Menezes. Acontece com todos os deputados.
OP - Então o senhor não vê problema nisso?
TM - Com certeza, não há. Não vejo nenhum problema nisso e a própria lei eleitoral permite isso.
OP - Voltando para as associações, muitas delas começaram a se organizar de improviso, fazendo do fim de semana para cá a construção dos banheiros.
TM - Eu só posso responder que de improviso não pode ser. Porque a Secretaria das Cidades tem parâmetro e a Cagece também tem. (O kit) Não pode ser feito de qualquer jeito. Mas essa outra parte, não tenho como responder. Quem tem que responder é o presidente da associação.
OP - O senhor disse no início da conversa que estava viajando. O senhor estava sabendo das matérias?
TM - Eu estava na minha casa de praia. As coisas aconteceram agora, logo quando a Assembleia entrou de recesso. Retornei agora para me inteirar dos fatos e poder dar uma declaração.
OP - O senhor participou da decisão dele de tirar férias?
TM - Até onde sei, ele já estava com isso programado.